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A Inteligência Geográfica e o Geodesign

Equipe Geo Sem Fronteiras26 de outubro de 20212 min de leitura

Quando falamos de inteligência geográfica, sempre nos referimos ao tipo de resposta que vamos desenvolver ao encarar um problema de negócio. Segundo CEREDA JUNIOR & GONÇALVES, as empresas, pessoas e entidades devem se apropriar tecnicamente de uma plataforma de análise de informações geográficas – SIG/GIS. No entanto, o uso dos Sistemas de Informação Geográfica ainda não é totalmente explorado, resumindo-se apenas à geração de mapas ou infográficos. As práticas de coleta, armazenamento, padronização de simbologia e estruturação de rotinas de processamento - a partir do modelo orientado ao projeto, ou seja, a unidade de mapeamento (município, bairro ou bacia hidrográfica) – são ações que garantem soluções integradas ou avaliações assertivas. Logo, o Geodesign surge como um conceito capaz de estender o perfil analítico do GIS para um ambiente integrado e modelado. Fonte: ESRI.com   O conceito de Geodesign, que foi criado por Carl Steinitz, se define no uso do processo de design para a Análise Geográfica por meio de um conjunto de métodos necessários para resolver problemas amplos, complexos e significativos relacionados à projetos de análise espacial em diferentes escalas geográficas, de um bairro a uma cidade, uma região ou uma bacia hidrográfica (STEINITZ, 2012). A Figura acima ilustra o papel do design no processo de modelagem do cenário geográfico na qual o usuário pretende realizar os mapeamentos dos planos de informação. O Geodesign não se limita ao uso do GIS. Há a possibilidade de integração com interfaces que permitem que o GIS trabalhe com tecnologias adicionais, como o Computer Aided Design (CAD) e modelagens de cenários (laser scanner). Em princípio, elementos de design de alto nível associados a um novo projeto podem ser mapeados apenas para verificar a adequação quando comparados com dados topográficos, sociais e econômicos conhecidos. Pelo lado do público que irá consumir as informações espaciais, a colaboração cartográfica surge de forma mais consistente e padronizada com os métodos de Geodesign. Com o escopo de trabalho bem definido e aberto à colaboração, diversos setores da esfera pública são capazes de gerenciar projetos e dados de um único local, permitindo que tomem decisões consistentes e unificadas. Em vista disso tudo, o mercado consumidor das soluções GIS vê a inclusão da funcionalidade de geodesign como uma extensão do desenvolvimento das geotecnologias. Dessa forma, no tocante ao geodesign, só é possível sua implementação com o suporte do GIS, uma vez que requer mapas de base precisos e necessários para trabalhar, mas espera-se que o conceito não comente aos usuários do GIS mas aos planejadores no uso dessas ferramentas.

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